Economize na compra do material escolar
No inicio de todo o ano uma das grandes preocupações para os pais é a compra do material escolar que quase sempre provoca um rombo no orçamento dos primeiros meses do ano. Estimativas da Fundação Getúlio Vargas dão conta de que o material escolar deverá subir cerca de 15% neste início de ano
Quem não faz as contas pode acabar pagando 666% a mais em um mesmo item. Foi o caso do lápis preto, item para o qual tem a maior disparidade dentre todos os materiais pesquisados em sete papelarias.
Em determinada loja, quem opta pela compra no atacado pode levar 12 unidades por R$ 3,70, ou R$ 0,30 cada um. Já quem faz questão de levar o conjunto de 3 lápis dos Rebeldes paga R$ 6,90, ou R$ 2,30 cada. Faça as contas e multiplique pelos mais de 50 itens que costumam compor uma lista de material.
Por isso, antes de sair às compras, o jeito é pesquisar bastante, na internet e tablóides de ofertas e seguir algumas dicas para economizar na compra do material escolar. Vale a pena o esforço, assim você esconomiza e ainda estimula a concorrência.
Avalie os itens pedidos na lista
Verifique se ainda há materiais do ano passado em bom estado. Réguas, tesouras, mochilas, lancheiras ou fichários não precisam ser substituídos todo ano. Se a compra do ano passado foi no atacado, é possível que ainda tenham sobrado materiais como lápis, colas ou até mesmo cadernos.
Compre o que cabe no bolso
As escolas não podem obrigar os pais a comprar material de uma determinada marca ou em local específico. Isso se caracteriza como venda casada, uma prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.
Fuja dos materiais da moda
Marcas ou desenhos famosos são muito mais caros. Exemplos? Em uma mesma papelaria, uma caixa de lápis de cor com 24 cores pode sair por R$ 7,00 ou por R$ 22,50. Uma diferença de 214% a mais, tudo depende da marca escolhida.Em outra loja, a caixa de 12 unidades de lápis preto nº 2 simples saía por R$ 3,70. Já se a escolha recaísse sobre o lápis da personagem Pucca, a mesma quantidade de lápis custaria R$ 7,80. E se a marca escolhida fosse Disney ou Menininhas, o preço saltaria para R$ 11,70. Uma diferença de 216,21% entre a mais cara e a mais barata.
É por isso que não é nada aconselhável levar as crianças junto. Elas sempre preferem os materiais mais caros.
Compre no atacado
Essa quase sempre é uma boa solução para economizar. Colas e lápis pretos e de cores são artigos que costumam ser gastos com muita rapidez, especialmente pelos menorzinhos.
Comprar seis unidades de cola bastão pode reduzir o preço do produto a R$ 2,30 a unidade, totalizando R$ 13,80 o pacote. O mesmo artigo pode custar R$ 4,20 em uma papelaria e R$ 4,99 em outra. Diferença de 116% entre o mais barato e o mais caro.
Pague à vista
Os descontos para pagamento à vista costumam ser muito bons e, mais importante, você não fica endividado. Em dinheiro, o desconto em algumas papelarias chega a 15%. Isso significa que se o material escolar saiu por R$ 200,00, por exemplo, você só desembolsa R$ 170.
Para pagamentos em cartão de crédito e débito, os descontos costumam ser menores, variando de 12% a 5%. Mesmo assim, vale a pena, considerando que o rendimento de uma aplicação na renda fixa tem dado cerca de 1% ao mês.
E fica ai meu protesto:
Imposto sobre material escolar chega a 47%
O peso da carga tributária sobre os materiais escolares pode chegar a 47,49%, segundo análise do IBPT, como é caso da caneta. De acordo com o instituto, o peso da carga tributária na borracha é de 43,19% e, em um tubo de cola, de 42,71%. Os tributos que incidem sobre os valores dos materiais escolares são ICMS, IPI, PIS e Cofins, além dos tributos sobre a folha de salário.
Absurdo!
Ainda podemos ter esperança?
Material escolar pode ter isenção de impostos
Tramita no Senado Federal o projeto de Lei 160/07, que prevê a isenção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) incidente no material escolar. De autoria do senador José Agripino (DEM-RN), a proposta também estabelece alíquota zero na contribuição para o PIS/Pasep e para a Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social).
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