Especial “Mulheres Influentes”: Música

Mulheres Influêntes

Especial “Mulheres Influentes”: Música

No dia 8 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher. Nesse mesmo dia, em 1857, operárias de uma fábrica de tecidos em Nova York, protestavam a favor de melhores condições de trabalho, salários dignos e redução da jornada de trabalho, de 16 para 8 horas diárias. Em um ato totalmente desumano, foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Cerca de 130 operárias morreram queimadas. Em 1910, em uma conferência na Dinamarca, foi decidido que essa data passaria a ser o Dia Internacional da Mulher, em homenagem às operárias, porém, somente em 1975 a ONU (Organização das Nações Unidas) oficializou a data. Devemos lembrar que essa data não é apenas para homenagear, mas sim, para as mulheres lutarem cada vez pelos seus direitos e a sociedade enxergar o papel das mesmas, que ainda sofrem preconceito, desvalorização e discriminação.
Para a semana da mulher, selecionei algumas mulheres influentes que revolucionaram o mundo. O texto de hoje tratará de mulheres na música e como elas mudaram esse ambiente, principalmente quando era predominantemente masculino.
Começando por uma brasileira, a compositora Chiquinha Gonzaga, mulher que viveu nos séculos XVII E XIX, período imperial, onde a sociedade era extremamente machista e só havia lugar para o homem. Chiquinha foi a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil, primeira compositora para música popular, e ainda compôs a primeira marchinha de Carnaval “Ó, abre alas”. Além da importância na música, Chiquinha ainda era ativista pela abolição da escravatura e pelos direitos das mulheres na sociedade.
Outra brasileira (na verdade é uma portuguesa, nascida em Lisboa, mas viveu maior parte da sua vida no Brasil, então vamos adotá-la como brasileira), exuberante e a cara do Brasil lá fora, foi Carmen Miranda. Era cantora, compositora e atriz, com suas perfomances alegres, extremamente chamativas, com cores e frutas compondo o visual, lembrando uma típica baiana. Fez muito sucesso no Brasil e encantou os norte-americanos, cantando até mesmo para o Presidente da República, Franklin D. Roosevelt e estrelando musicais na Broadway, além de ser a única luso-brasileira a ter uma estrela na Calçada da Fama, em Hollywood, em 1941. Até hoje, Carmen é referência em estilo, sendo imitada em filmes, desenhos animados e sendo citada em músicas.
Saindo do Brasil, vamos para o Estados Unidos e encontraremos Nina Simone, a mulher que marcou os estilos jazz, R&B e soul, além de ser ativista dos direitos civis norte-americanos, protestando contra a desigualdade social no país, principalmente o preconceito com a população negra, deixando isso evidente em algumas de suas canções. Logo depois da revolucionária Nina Simone, podemos encontrar a diva Aretha Franklin, primeira mulher a fazer parte do Rock and Roll Hall of Fame, sendo o maior ícone do soul e da música negra de todos os tempos, porém, não é lembrada só por sua música, mas sim, pelo mesmo motivo de Nina Simone: lutar pelos direitos civis, em um período de segregação racial nos Estados Unidos.
No rock’n roll, dominado por homens na década de 60, aparece a voz marcante de Janis Joplin. Uma das vozes mais marcantes do blues, viveu a vida intensamente, principalmente porque na época passávamos por uma revolução no comportamento dos jovens, pregando a liberdade e a “paz e amor”. Em algumas de suas canções, pode-se perceber letras falando sobre a liberdade das mulheres, principalmente aquelas que ainda viviam submissas aos seus maridos, namorados, irmãos e pais. Foi uma das estrelas do festival Woodstock, com o estilo sendo copiado por muitas jovens até hoje. Tentou escapar do vício em heroína vindo para o Brasil, fez muita festa por aqui e infelizmente, deixou os fãs mais tristes em 1970, consequência do seu abuso em drogas e álcool, entrando para a “seleta” lista de músicos mortos aos 27 anos. Seguindo ainda na linha do rock, temos as meninas do grupo The Runaways, especialmente Joan Jett e Lita Ford, fomando uma das primeiras bandas de rock composta somente por mulheres, quando as pessoas foram pegas de surpresa ao ver a presença de palco e atitude das meninas. Deborah “Debbie” Harry foi também uma das mulheres de atitude no rock, principalmente no cenário punk, assim como Tarja Turunen, ex-vocalista da banda finlandesa Nightwish, sendo uma das principais mulheres no heavy metal com seu estilo soprano-lírico.
Nos anos 80, década do pop e dos exageros, temos como ícones femininos Madonna, a “material girl” e Cindy Lauper. Enquanto Madonna ia mais para o lado sensual, mostrando uma mulher poderosa, com letras polêmicas e clipes mega produzidos, Cindy ia na contramão, com um estilo mais descontraído, “funny” e adolescente, com músicas mais dançantes.
Essas são apenas algumas mulheres na música, não podendo esquecer também de menções honrosas como Beyoncé, Rita Lee, Elis Regina, June Carter… todas com seu valor e estilo único.
Para saber mais sobre essas mulheres maravilhosas, o Cia dos Descontos oferece cupons e descontos em DVDs, Blu-rays, Cds e biografias na Saraiva,Fnac , Submarino e Livraria Cultura. Conheça a obra e o legado, para passar adiante e torná-las imortais e por que não, inspirações para você.

29/02/2016
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Sobre o autor

Fã de esportes, principalmente de futebol americano, formação em Marketing e técnico em Publicidade, adora rock, mas não resiste quando ouve pagode dos anos 90 e sertanejo raiz (sabe todas), tem como livros de cabeceira O Poderoso Chefão e O Apanhador no Campo de Centeio.

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