Não gritamos só “Gooool”, gritamos “Touchdown” também.

Futebol Americano no Brasil

Não gritamos só “Gooool”, gritamos “Touchdown” também.

Que o Brasil é o país do futebol, aquele da bola redonda, grande parte das pessoas já sabe. A novidade, de uns anos pra cá, é que um outro tipo de futebol está ganhando a mente daqueles que gostam de ver e praticar esportes: o futebol americano. Até então, era algo que víamos somente em filmes estadunidenses, porém, começou a crescer entre os nossos jovens, tanto que muitos tiveram a iniciativa de aprender o esporte e praticá­-lo. Vários times surgiram no Brasil e a tendência é aumentar, junto com os campeonatos regionais e nacionais.

O pontapé inicial disso tudo foi o primeiro jogo full pads, ou seja, utilizando equipamentos oficiais de uma partida, em 25 de outubro de 2008, entre os times de Curitiba: Curitiba Brown Spiders (hoje, Brown Spiders Futebol Americano) e Barigui Crocodiles (hoje, Coritiba Crocodiles). A partir daí, teve muito mais visibilidade, embora ainda falte muito para ter igual ou pelo menos metade da visibilidade do futebol “tradicional”.

Atualmente pouquíssimos jogadores recebem salários para jogar, como por exemplo, estrangeiros que vem reforçar o time, porém, grande parte precisa se “sustentar” no meio: equipamentos, médicos, academia, nutrição, passagens para partidas em outras cidades e estados… tudo é bancado pelos próprios jogadores, que precisam ter um trabalho formal e o futebol americano é uma forma de lazer.

Junto com a explosão do futebol americano, surgiram os torneios nacionais e regionais. O primeiro torneio nacional foi o Torneio Touchdown, iniciativa de Flávio “Skin” Cardia, do Fluminense Imperadores e Mário Lewandowski, do São Paulo Storm, em 2009. No mesmo ano, em 13 de dezembro, o Rio de Janeiro Imperadores consagrou-­se o primeiro campeão do torneio.

Com 8 times do Torneio Touchdown, foi fundado a Liga Brasileira de Futebol Americano (LBFA). A proposta da Liga era moldar o campeonato como a NFL: conferências, wildcards (os dois melhores times não­ campeões de divisão em cada conferência) e uma final única, chamada de Brasil Bowl. A LBFA durou duas temporadas (2010 e 2011), sendo que em 2012 “passou a bola” para a Associação de Futebol Americano no Brasil, que logo mais passaria a se chamar Confederação Brasileira de Futebol Americano(CBFA), que é a organizadora do Campeonato Brasileiro de Futebol Americano, que, junto com o Torneio Touchdown, são as duas competições nacionais aqui. Os dois campeões dos torneios em 2015 foram o Timbó Rex ou T­Rex , que venceu o Vasco Patriotas no Torneio Touchdown e o João Pessoa Espectros vencendo o Coritiba Crocodiles no Campeonato Brasileiro de Futebol Americano.

As competições regionais também tomam conta antes dos campeonatos nacionais iniciarem. Temos, por exemplo, o Campeonato Paranaense de Futebol Americano, Liga Paulista de Futebol Americano, Liga Catarinense de Futebol Americano e a Super Liga Nordeste de Futebol Americano, entre outros. O Brasil tem também a Seleção Brasileira de Futebol Americano, que, pela primeira vez na história, participou da Copa do Mundo de Futebol Americano em 2015, terminando a competição em 7o lugar. Apesar da baixa colocação, foi motivo de muito orgulho entre os fãs do esporte, pelo esforço, garra e amor ao esporte, mesmo com todas as dificuldades.

Isso tudo serviu de incentivo para mais pessoas tornarem-­se adeptas e acompanharem times da sua região, competições e aprender como o jogo funciona. Podemos ver o quanto está crescendo o gosto pela bola oval, quando nos deparamos com notícias, como a pesquisa do jornal inglês Independent, que o Brasil é o terceiro país no mundo com maior número de audiência da NFL, perdendo somente para o México e para os Estados Unidos. A vontade e amor ao esporte existem, falta apenas olharem um pouco mais de perto e perceberem o potencial das terras tupiniquins.

07/01/2016
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Sobre o autor

Fã de esportes, principalmente de futebol americano, formação em Marketing e técnico em Publicidade, adora rock, mas não resiste quando ouve pagode dos anos 90 e sertanejo raiz (sabe todas), tem como livros de cabeceira O Poderoso Chefão e O Apanhador no Campo de Centeio.

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