Psicologia do Esporte

Psicologia do Esporte

Psicologia do Esporte

No passado, acreditava-se que os melhores atletas eram os mais coordenados e com o corpo ideal. Quanto mais o estudo de neurociência avança, mais provas existem de que capacidade cerebral dos atletas tem grande correlação com os resultados.

Este post não tem a pretensão de explicar profundamente a psicologia do esporte, mas somente despertar ou aumentar o interesse do leitor pelo assunto.

Estrutura Cerebral

Nosso cerebro é como uma casa antiga que teve novas salas e novas escadas construídas conforme o tempo passou, isso se dá devido como a evolução da raça humana. Portanto as partes mais internas do nosso cérebro são as mais antigas e menos racionais, também são as partes que conseguem enviar comandos e receber estimulos com mais velocidade pois são mais conectadas.

O “porão” dessa casa antiga, é o tronco encefálico, parte que compartilhamos com répteis e outros animais. É a parte do nosso cérebro que controla funções vitais e coisas que fazemos sem ter que pensar.

Também temos o Cerebelo no porão, que é o responsável pela parte motora e equilíbrio.

Logo acima, no primeiro andar encontramos o sistema límbico, ele é responsável por nossas emoções.

E mais acima ainda, acima dos olhos, há o lóbo frontal que é a parte racional de nosso cérebro. A parte onde você pensa logicamente.

Como as Decisões dos Atletas são Tomadas

As decisões humanas são tomadas de forma bastante variada dependendo do tipo de inteligência que vai ser ativada no processo, decisões em que há milésimos de segundo para se tomar acontecem em sua grande parte nas partes mais profundas do cérebro (Sistema Límbico, Cerebelo). Como dribles que um jogador de futebol executa para fintar seus adversários.

Já decisões em que há tempo para tomar, acontecem com mais presença das partes mais externas do cérebro, que são mais racionais. Como realizar um investimento financeiro.

O importante aqui é a noção de que as partes mais internas de nosso cérebro são mais vascularizadas e conectadas, conseguem passar informação mais rápida para o corpo.

Portanto, durante um jogo onde as decisões tomadas durante pelo atleta irão acontecer nas partes menos racionais do cérebro, as decisões estratégicas de antes do jogo serão comendadas pelo Lóbo Frontal.

Disfunção Cerebral Humana para o Esporte

Quando uma pessoa se sujeita a prática esportiva, várias emoções podem surgir: medo, ansiedade, raiva, empolgação entre outras.

Essas emoções farão com que o corpo do atleta se prepare para situações onde o a emoção seja funcional, situações que normalmente não correspondem a uma competição esportiva.

Por exemplo, medo fará com que nosso raciocínio fique comprometido porque nosso corpo enviará sangue para os braços e pernas, para que estejamos capazes de lutar ou correr.

Muito tempo atrás, se nos deparassemos com um Leão essa resposta fisiológica de nosso corpo faria sentido, mas no esporte comprometer o raciocínio é disfuncional.

As emoções são controladas pelo sistema límbico que é um tanto quanto imprevisível, ele controla nossas emoções, mas é possível “domesticá-lo”. Em outras palavras, desenvolver a inteligência emocional.

Como treinar

Repetição em ambiênte sem risco faz com que você aprenda em à um nível motor (cerebelo é mais profundo que o sistema límbico), sabe quando um músico não sabe te dizer a sequência das notas de uma composição mas se ele pegar o instrumento saberá tocar a música sem pensar?

Isso é a memória motora, o cérebro já aprendeu num nível mais profundo que a parte consciênte (lóbo frontal) e, por isso, ele terá muito mais chances de performar perfeitamente com um alto nível de emoções atrapalhando a comunicação do seu cérebro racional com seu corpo.

Ativar as emoções disfuncionais em situações sem risco, emoções em geral são decorrencia de efeitos bioquímicos em nosso corpo provenientes de hormônios, quanto mais o corpo passar pelo efeito do hormônio menos sensível ele será ao mesmo, efeito parecido com o das drogas.

Para que haja menos emoções que nublam o raciocínio, o atleta pode se colocar em situações onde essas emoções são geradas e que não haja risco.

Um atleta que é timido pode se aproveitar disso para fazer curso de teatro e desenvolver seu controle emocional. Um atleta que tem medo de altura pode se aproveitar disso para fazer bungee jump com a mesma finalidade, por exemplo.

Experiência em competição também vai fazer com que o atleta desenvolva controle e tenha menos nublamento mental durante os momentos decisivos, obviamente.

O problema de dependermos somente da experiência é que para adquirirmos ela precisamos passar por situações decisivas onde precisamos performar, e o nublamento mental irá nos atrapalhar.

Visualização porque nosso cérebro não tem diferenciação entre imaginação e realidade, pedir para o atleta descrever como será o jogo através de um texto ou simplesmente falando fará com que ele “viva” a situação antes mesmo que ela aconteça, diminuindo as chances da parte não racional de seu cérebro fazer uma interpretação disfuncional e gerar emoções que trarão nublamento mental.

Uma boa prática é pedir para que o atleta faça diferentes versões dessa história, uma otimista, uma realista e uma pessimista, ele pode fazer isso escrevendo um texto de uma página para cada uma das versões, pode-se fazer mais variações dependendo de especificidades do esporte.

Por enquanto é só :)

Caso tenha interesse em se aprofundar mais em psicologia do esporte, aproveite:

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29/03/2016
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Sobre o autor

Coach de Esportes Eletrônicos, Especialista em Links Patrocinados, Aficionado por Alto Desempenho e Fã do Bruce Lee. "Be like water, formless, shapeless".

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